Publicado por: alexprimo | setembro 21, 2009

Relatório do GP na Intercom 2009

Amigos do GP, foi um grande prazer encontrá-los em Curitiba durante a Intercom 2009.

Como devo submeter à diretoria da Intercom um relatório sobre nossas atividades, compartilho a seguir o documento que estou redigindo para a revisão de vocês:

RELATÓRIO PÓS CONGRESSO

GRUPO DE PESQUISA CIBERCULTURA

Desenvolvimento das Atividades

    O encontro do grupo de pesquisa em Curitiba contou com uma mesa de abertura que reuniu todos os participantes filiados ao GP. Nos três turnos subsequentes (tarde de sábado e manhã e tarde de domingo), três mesas paralelas foram conduzidas.

    A mesa de abertura realiza-se tradicionalmente neste grupo, desde sua fundação como NP Tecnologias de Comunicação e Informação. Reúne de 3 a 4 doutores cujos trabalhos possam promover um debate aberto sobre as questões mais importantes da contemporaneidade. Em 2009, optou-se por reunir apenas 3 apresentações, incluindo aquela do coordenador do GP. Com a falta da pesquisadora Fernanda Bruno, o professor Fábio Malini foi convidado a fazer sua apresentação na mesa de abertura.

    As sessões paralelas foram organizadas pelo agrupamento de temas inter-relacionados. O título de cada painel sugeria o eixo temático. Veja a seguir os nove painéis conduzidos:

    1. Interações na blogosfera
    2. Redes sociais online
    3. Espaços virtuais: games, mobilidade e geolocalização
    4. Interações no Twitter
    5. Produção colaborativa no ciberespaço
    6. Informação e cognição da cibercultura
    7. Jornalismo na Web 2.0
    8. Estratégias mercadológicas na cibercultura
    9. Tecnologia e práticas sociais

    Cada sessão reuniu 5 trabalhos. Neste ano optou-se por reduzir o número de trabalhos, tendo em vista que em 2008 cada sessão contava com 6 trabalhos. Essa decisão foi tomada para ampliar o espaço de apresentação e discussão. As sessões foram coordenadas por um pesquisador cujo trabalho era apresentado naquele mesmo painel. Os coordenadores foram instruídos a conceder 20 minutos para cada uma das apresentações e no máximo 30 minutos para o debate. Estes intervalos de tempo e a redução do número de trabalhos por sessão mostraram-se acertados, já que as sessões terminaram nos horários marcados, sem que os debates fossem prejudicados. O GP não vem trabalhando com debatedores/comentaristas no sentido de promover a livre discussão no grupo. Tal opção tem o apoio do grupo.

    Os participantes do GP representaram as mais diferentes regiões do Brasil. Neste ano o número de doutores foi menor, sendo que mestrandos e mestres são a fatia mais representativa do total de apresentadores.

    Descrição completa das atividades

    Dos 73 trabalhos submetidos para a Intercom 2009, 48 foram selecionados. Como houve apenas uma ausência justificada, 47 trabalhos foram efetivamente apresentados.

    As sessões do GP foram realizadas em 3 salas da Universidade Positivo. Elas apresentavam computador e projetor multimídia, que foram amplamente utilizados pelos apresentadores. Vale destacar que a Universidade disponibilizou sinal WiFi gratuitamente, o que permitiu que os participantes transmitissem em tempo real através do Twitter tudo o que estava sendo apresentado e discutido nas sessões. Além disso, algumas sessões tiveram o áudio e vídeo transmitidos pela internet (via streaming) a partir de colaboração espontânea de alguns participantes com notebooks conectados à rede.

    Avaliação

    No domingo, às 18h, os participantes do GP Cibercultura reuniram-se para avaliar as atividades realizadas. De forma consensual, julgou-se que o grupo soube conduzir muito bem as apresentações, sendo que os debates foram sempre respeitosos e permitiram o aprofundamento nos resultados de pesquisa apresentados.

    A transmissão das apresentações através do Twitter e streaming de áudio e vídeo foi destacada pelos participantes, o que permitiu que perguntas de participantes de outras salas e de outros estados pudessem ser encaminhadas. O grupo espera que na Intercom 2010 a organização também ofereça WiFi gratuito para tal cobertura.

    Os participantes elogiaram a organização dos trabalhos nas sessões temáticas. O encadeamento viabilizado pelo ordenamento dos papers permitiu o prolongamento de reflexões durante o turno.

    Apesar de os trabalhos do GP serem tradicionalmente selecionados pelo coordenador, o grupo decidiu utilizar pareceristas a partir do próximo ano.

    Alguns participantes não deixaram de criticar que o valor cobrado pela Intercom para a submissão de trabalhos é muito alto para estudantes. Além disso, aqueles autores que não tiveram seus trabalhos aprovados não recebem tal valor de volta.

    Ao serem consultados sobre uma possível divisão do GP, mais uma vez (assim como no ano ano “>passado) os participantes defenderam que o atual funcionamento do grupo (com uma mesa de abertura de 3 sessões simultâneas) tem apresentado resultados muito satisfatórios. Como coordenador do grupo, comentei que a diferença das sessões temáticas nestes dois anos mostrou que uma  possível subdivisão do grupo seria difícil, já que as temáticas variam muito a cada ano.

    O grupo reconheceu que a divisão temática da qual faz parte, ao lado do GP Conteúdos Digitais e Convergências Tecnológicas, está melhor estruturada em relação à primeira proposta apresentada no ano passado. Contudo, entendendo que o termo “multimídia” é datado, o grupo propõe que a divisão temática seja intitulada Comunicação e Redes Digitais. De toda forma, o grupo decidiu refletir melhor sobre essa denominação em seu blog.

    Tendo em vista que meu mandato terminava neste ano, o grupo debateu quais pesquisadores poderiam assumir a coordenação do GP. Dos nomes apontados, Fátima Régis (UERJ) foi aclamado. Os pesquisadores Henrique Antoun (UFRJ) e Eduardo Pellanda (PUCRS) foram propostos como suplentes.

    Outras informações relevantes

    Como era de se esperar de um grupo de pesquisa voltado para a Cibercultura, as tecnologias digitais foram amplamente utilizadas. O blog do GP foi aberto em 2008, durante o primeiro ano de minha gestão. Através desse meio, informações sobre o congresso e sobre a organização do grupo (incluindo a listagem de apresentações) foram compartilhadas.

    Neste ano, como o sistema da Adaltech não enviou as notificações e pareceres por problemas de compatibilidade com meu e-mail do Terra, o blog foi utilizado para divulgar a lista de trabalhos aceitos. Através de e-mails particulares, respondi a todos os interessados que solicitaram sugestões sobre os trabalhos que não puderam ser aceitos.

    Outro fato relevante que deve ser mais uma vez comentado foi o uso intensivo do Twitter por parte daqueles que dispunham de notebooks durante o evento. Através dessa ferramenta e de programas de streaming de áudio e vídeo ocorreu uma cobertura espontânea em tempo real da apresentação de trabalhos e seus debates.

    Publicado por: alexprimo | setembro 3, 2009

    Jornalismo na Web 2.0

    Raquel Longhi, que irá coordenar a mesa “Jornalismo na Web 2.0″, acaba de nos enviar um panorama dos trabalhos a serem apresentados:

    Convergências e interações. Assim podemos resumir os temas principais da  mesa Jornalismo na Web 2.0, que acontece dia 06/09, a partir das 14 horas, na sala 215 do bloco Azul.     Começando os trabalhos, Raquel Longhi, da UFSC, procura definir o especial multimídia no jornalismo digital, apresentando o artigo “Os nomes das coisas: em busca do especial multimídia”. Apresentando o conceito de intermídia, a autora discorre sobre as estratégias de convergência de linguagens nesses formatos de reportagem que têm se destacado como explorações da hipermídia que estão renovando – e inovando -  a linguagem do jornalismo.
    As quatro gerações do jornalismo nos meios digitais são analisadas por Vivian de Carvalho Belochio, da Unisinos, no seu artigo “O jornalismo digital e os efeitos da convergência: meta-informação, encadeamento midiático e a cauda longa invertida”, onde a autora aponta o surgimento de uma nova fase de desenvolvimento das práticas e produtos do jornalismo digital, acentuados pela convergência midiática e o surgimento das micromídias.
    As interações entre jornalistas e leitores através dos blogs são o tema do artigo “Influências mútuas e diversidade na interação jornalista-leitor em um blog”, de Maria A de Lima Wang e Maria Eliza Mazzilli Pereira, da PUC/SP. As autoras discutem, nesse cenário, a função da Internet com relação  à diversidade de conhecimento produzido socialmente e sobre o possível contracontrole do público sobre a mídia.
    Seguindo com as pesquisas que têm seu foco nas estratégias de interação, o trabalho “Os cenários de interação no jornal online na web 2.0: mudança ou manutenção do processo comunicacional?”, de Stefanie Carlan da Silveira, da UFRGS, aborda os conceitos de interação mútua e interação reativa nas formas de participação nos sites jornalísticos, especialmente aqueles vinculados a redes tradicionais de comunicação, como o jornal Zero Hora, objeto de análise do artigo.
    O trabalho final da mesa é “Para pensar a participação do público nos webjornais de referência”, em que a autora, Maria Joana Chiodelli Chaise, da Unisinos, verifica as alterações surgidas com as novas relações entre os sujeitos e as mídias, especialmente aquelas relacionadas aos webjornais de referência, atentando para a passagem de uma comunicação unidirecional em direção a um cenário de maior autonomia do usuário e circulação da informação.

    Publicado por: alexprimo | setembro 2, 2009

    Como apresentar seu trabalho

    Tenho recebido algumas perguntas sobre a apresentação do trabalho na Intercom 2009. De forma semelhante ao ano passado, cada pesquisador terá até 20 minutos para apresentar seu trabalho. Logo após, o mediador da mesa abrirá um espaço para debates, que poderá durar até 30 minutos.

    As três salas destinadas ao nosso grupo de pesquisa contarão com projetos multimídia. Logo, sugiro que as apresentações sejam ilustradas por Powerpoint, Keynote, PDF ou Flash.

    A organização da Intercom já comunicou que toda a estrutura está pronta para nos receber. E não deixe de assistir à palestra de abertura de Dominique Wolton, importante pesquisador francês, autor do livro “Internet, e depois?”.

    Publicado por: alexprimo | julho 30, 2009

    Trabalhos selecionados para a Intercom 2009

    Encontre abaixo a lista de trabalhos aprovados para apresentação no grupo de pesquisa em Cibercultura durante a Intercom 2009. Não deixe de ler o detalhamento de como o processo de seleção foi conduzido.

    5 de setembro

    MANHÃ: 09h00 às 12h00

    Mesa de Abertura

    Estéticas da Vigilância e da Atenção: notas preliminares
    Fernanda Gloria Bruno(UFRJ)

    A busca por fama na web: reputação e narcisismo na grande mídia, em blogs e no Twitter
    Alex Fernando Teixeira Primo(UFRGS)

    Padrões de conectividade e links na web: uma proposta teórico-metodológica para avançar a Webometria e a Análise de Hiperlinks
    Suely Dadalti Fragoso(Unisinos)

    TARDE: 14h00 às 18h00

    Painel: Interações na blogosfera

    Blog confessional permite revelar a intimidade sem se expor
    Patrícia Pereira Batista(Uerj)

    Comunicação mediada por computador e newsmaking: o caso do blog da Petrobras
    Marcelo Ruschel Tr�sel(PUCRS)

    Blogs podem ser a imprensa livre de uma nova era
    Marcia Siqueira Costa Marques(PUC-SP)

    O Blog do Ombudsman: Interação e Auto-Referencia no Ciberespaço
    Sabrina Franzoni(UFRGS)

    Os Blogs e Blogosfera nas Rotinas de Trabalho dos Jornalistas, com os Estudos de caso dos Jornais A Tarde e Gazeta do Povo
    Lia Raquel Lima Almeida(UFBA)

    Painel – Redes sociais online

    Sítios de Redes Sociais na Internet e Possibilidades de Singularização
    João Baptista Soares de Faria Lago(CEUNSP)

    Em Busca do Concreto: Dos Lugares Virtuais para os Lugares Físicos
    Rebeca da Cunha Recuero(UNISINOS)

    Como fazer amigos e influenciar pessoas 2.0: quando o capital social desvia para o capital de influência
    Jorge Rocha Neto da Conceição(UNA)

    AS APROPRIAÇÕES NOS SITES DE REDES SOCIAIS NA INTERNET
    Antônio César da Silva(UFC)

    O glocal e a organização do capital no espaço
    Angela Pintor dos Reis(PUC-SP)

    Painel – Espaços virtuais: games, mobilidade e geolocalização

    Alice Através dos Neurônios-Espelho: empatia e personagens autônomos nos videogames
    renata correia lima ferreira gomes(senac)

    Game-Ativismo e a Nova Esfera Pública Interconectada
    Sergio Amadeu da Silveira(FCL)

    O Corpo e o Espaço Físico Relacionados ao Ciberespaço
    André Fagundes Pase(PUCRS), Eduardo Campos Pellanda(PUCRS)

    Mobile Social Network: a tecnologia móvel e o avanço das novas redes sociais
    Sandra Mara Garcia Henriques(PUCRS)

    A contempl@ção do mundo. O Google Earth, a Comunicação e a Terra digitalizada.
    Claudio Cardoso de Paiva(UFPB)

    6 de setembro

    MANHÃ: 09h00 às 12h00

    Painel – Interações no Twitter

    O Encadeamento Midiático da Imagem dos Índios Isolados no Twitter
    Débora de Carvalho Pereira Gabrich(UFMG)

    A representação dos profissionais de comunicação no Twitter: Análise dos perfis de Marcelo Tas e Edney Souza
    Gilberto Balbela Consoni(UFRGS), Erika Oikawa(UFRGS)

    O Microblog Twitter como Agregador de Informações de Relevância Jornalística
    Luciana Menezes Carvalho(UFSM), Eugenia Maria Mariano da Rocha Barichello(UFSM)

    Informações Hiperlocais no Twitter: Produção Colaborativa e Mobilidade
    Gabriela da Silva Zago(UFRGS)

    Os gorjeios que ganharam o mundo ou a importância do Twitter na #iranelection
    Mônica Schieck Chaves Lopes(UFRJ)

    Painel – Produção colaborativa no ciberespaço

    Colaboração, uso livre das redes e a evolução da arquitetura p2p
    Fabio Luiz Malini de LIma(UFES)

    “A multiplicação dos mortos”: comemoração e constituição da memória nas comunidades virtuais
    Renata de Rezende Ribeiro(UFF)

    Tropa de Elite : tramas do espetáculo na Cibercultura
    Magali Simone de Oliveira(UFSJ)

    Vídeos Amadores, Poder e Vigilância em Foucault
    Ludimila Santos Matos(PUC-Rio), Luisa Procknik(PUC-Rio)

    Espaço para construção do conhecimento dos sujeitos/blogueiros/educadores
    Candice Campos Habeyche(PUCRS)

    Painel – Informação e cognição da cibercultura

    Consumo da informação na sociedade contemporânea
    Luciane Fassarella Agnez(UFRN)

    Tecnologias de Comunicação e Capacitação Cognitiva na Cibercultura: uma análise comparativa dos seriados O Incrível Hulk e Heroes
    Fátima Cristina Régis Martins de Oliveir(UERJ), Alessandra Cristina da Silva Maia Cardoso Monteiro(UERJ), Daniela Martins Silva de Almeida(UERJ), José Carlos Messias Santos Franco(UERJ), Juliana Fernandes da Silva Souza(UERJ), Mariana Ferreira de Aguiar(UERJ)

    O Correio Eletrônico na Era da Cibercultura
    Thaís Cunha Martini(Feevale)

    Comunicação e Inteligência Artificial: Aspectos da Mediação Tecnológica Diante de uma Nova Geração de Agentes Inteligentes
    SANDRO TÔRRES DE AZEVEDO(UNESA)

    Informações museológicas no ciberespaço: Reflexões sobre o cyber e o mobile museum.
    José Cláudio Alves de Oliveira(UFBA)

    TARDE: 14h00 às 18h00

    Painel – Jornalismo na Web 2.0

    Os nomes das coisas: em busca do especial multimídia
    Raquel Longhi(UFSC)

    O jornalismo digital e os efeitos da convergência: meta-informação, encadeamento midiático e a cauda longa invertida
    Vivian de Carvalho Belochio(UFRGS)

    Influências mútuas e diversidade na interação jornalista-leitor em um blog
    Maria Auxiliadora de Lima Wang(PUC-SP)

    Os cenários de interação do jornal online na web 2.0: mudança ou manutenção do processo comunicacional?
    Stefanie Carlan da Silveira(UFRGS)

    Para pensar a participação do público nos webjornais de referência
    Maria Joana Chiodelli Chaise(Unisinos)

    Painel – Estratégias mercadológicas na cibercultura

    Conteúdo Gerado pelo Consumidor: Reflexões sobre sua apropriação pela Comunicação Corporativa
    Sandra Portella Montardo(Feevale)

    Estratégia de atuação institucional em mídias sociais
    Ana Maria Brambilla(PUCRS)

    Comunicação, cibercultura e comportamento: Um estudo sobre a difusão de informação via e-mail e o marketing viral.
    Joao Renato de Souza Coelho Benazzi(PUC-RJ)

    Mídias Interativas e Relacionamento Mercadológico: Um Estudo Comunicacional sobre o Site Nike Plus
    Marcos Antonio Nicolau(UFPB), Ana Cirne Paes de Barros(UFPB)

    O que vem de baixo nos atinge: intertextualidade, reconhecimento e prazer na cultura digital trash.
    Fernando Israel Fontanella(UFPE)

    Painel – Tecnologia e práticas sociais

    Lan houses e telecentros: semelhanças e diferenças na apropriação tecnológica de espaços de inclusão digital
    Olívia Bandeira de Melo Carvalho(UFF)

    A Comunicação Mediada Sob a Ótica dos Gêneros: Percepção e Preferências no Ambiente Online
    Renata Francisco Baldanza(UFBA), Nelsio Rodrigues de Abreu(UFAL), Alcides Carlos de Araujo(UFAL)

    Apontamentos metodológicos iniciais sobre a netnografia no contexto pesquisa em comunicação digital e cibercultura
    georgia miroslau galli natal(utp), adriana amaral(utp), Lucina Reitenbach Viana(utp)

    Manifestações da cibersocialidade no Orkut: o caso da repercussão sobre a não-obrigatoriedade do diploma de jornalista na comunidade “Jornalismo”
    Ieda Maria Menezes Tourinho(UFS)

    A Proliferação de Rastros de Subjetividade na Internet no Início do Século XXI
    Maria Martha Bruno de Arruda(UFRJ)

    Publicado por: alexprimo | julho 30, 2009

    O processo de seleção de trabalhos para Intercom 2009

    O processo de seleção dos trabalhos submetidos para o grupo de pesquisa em Cibercultura, a serem apresentados na Intercom 2009, foi particularmente difícil neste ano. Tivemos um número alto de incrições: 75 trabalhos. Apesar de nosso GP trabalhar com 3 painéis simultâneos (com exceção da primeira manhã, quando ocorre a mesa de abertura), apenas 48 trabalhos puderam ser aceitos.

    A seleção obedeceu aos seguintes critérios básicos: qualidade da redação, atualidade e relevância dos temas e contribuição da análise crítica. Após uma primeira fase de pré-seleção, os trabalhos foram agrupados por proximidade dos temas. A partir desse agrupamento, utilizado para constituir os painéis que ocorrerão em Curitiba, o desempate foi conduzido visando manter 5 trabalhos por mesa.

    Trabalhos que apresentavam análises críticas, argumentações aprofundadas a partir de dados empíricos e/ou reflexões avançadas foram preferidas a textos que traziam apenas descrições de objetos e temas. Alguns trabalhos, apesar de boa qualidade argumentativa, também não puderam ser aceitos por tratarem de conceitos e teorias já bastante explorados na comunidade de pesquisa em cibercultura no Brasil. Ou seja, foram privilegiados aqueles artigos que fazem avançar o conhecimento em nosso campo, discutindo novas temáticas a partir de referencial teórico atualizado e, quando possível, baseados em resultados de observação empírica.

    Confesso que o processo de recusar trabalhos, que foram cuidadosamente produzidos, não é uma atividade agradável. A maior parte dos trabalhos não aceitos apresentavam boa qualidade técnica e competente reflexão teórica. Mas, infelizmente, não puderam ser aproveitados nas mesas temáticas. Nesse sentido, quero não apenas cumprimentar os autores que tiveram seus trabalhos aceitos, mas também convidar aqueles que tiveram trabalhos não aproveitados para participarem dos debates em Curitiba e submeterem novos trabalhos para a Intercom 2010.

    Publicado por: alexprimo | julho 28, 2009

    Vem aí a Intercom 2009

    Agora falta pouco para a realização da Intercom 2009. Neste ano, nosso grupo, antes conhecido por Núcleo de Pesquisa em Tecnologias da Informação e da Comunicação, passa a se chamar Grupo de Pesquisa em Cibercultura. A modificação insere-se no projeto de restruturação da Intercom. Durante o evento, poderemos debater melhor essa transformação.

    A boa notícia para nós que pesquisamos cibercultura é que o pesquisador francês Dominique Wolton, autor do livro “Internet, e depois?“, fará a conferência inaugural da Intercom. O título da palestra é “Comunicação, Educação e Cultura na Era Digital“. Vale a pena conferir.

    Nos próximos dias divulgarei aqui no blog, em primeria mão, a programação completa dos encontros de nosso grupo de pesquisa em Curitiba.

    O professor Eduardo Pellanda, da PUCRS, coordenará as duas sessões de “Comunicação e convergência tecnológica”. Acabo de receber seu relato, escrito em seu iPhone durante o vôo para Natal. Confesso que não esperava menos do Pellanda! :-)
    _________________
    Entre os maiores tópicos de discussões na comunidade acadêmica da nossa área, dois estão muito presentes nas mesas em que eu terei o prazer de coordenar. As convergências entre várias linguagens e meios e a mobilidade. No primeiro, me parece que há uma clara preocupação em como as fronteiras entre os meios estão ficando cada vez mais difíceis de serem identificadas. A convergência parece ser um fenômeno natural de adaptação das velhas linguagens aos novos suportes.

    O tema da mobilidade, por outro lado, parece que está buscando neste momento um espaço para a dicussão mais aprofundada. A medida em que as evidências empíricas parecem estar mais claras, o entendimento de que se trata de um campo aberto para novas explorações está mais consolidado.

    Fico extremamente empolgado que estes dois temas que sempre me foram tão caros estão na pauta das mesas. Nos encontramos em Natal para colocar toda esta discussão na prática. Até lá.

    Publicado por: alexprimo | agosto 29, 2008

    Relato da sessão “Hipertextualidade e jornalismo online”

    Vejam abaixo o relato de Raquel Longhi sobre a sessão que coordenará em nosso NP.

    _______________

    A mesa “Hipertextualidade e jornalismo online” traz artigos interessados em três eixos principais:

    1) a função do leitor, seja como contribuindo para a formação de uma linguagem específica da notícia, ou como sujeito formador de conteúdo especialmente pelas possibilidades da interatividade, trazendo, neste caso, algumas questões da tv digital, ou ainda, a busca da construção de um perfil, através da investigação de espaços destinados às cartas do leitor;

    2) a relação imprensa/Internet, discutindo a eficácia das salas de imprensa virtuais, e a crise do jornalismo impresso frente ao avanço da mídia online e

    3) um ponto de vista mais teórico, que discute os dilemas do contemporâneo como decisivos para pensar uma filosofia do hipertexto.

    Desta forma, artigo “Buscando uma linguagem para a cibernotícia: (re) conhecendo o leitor/usuário como fator decisivo para definições”, de Raquel Longhi e Maria José Baldessar, da Universidade Federal de Florianópolis, analisa os caminhos de leitura e navegação dos usuários/leitores do jornalismo online, procurando contribuir para a definição da Internet como mídia e levando em conta as características únicas da linguagem nos meios digitais.

    O trabalho “Os leitores pró-ativos do município de Campinas”, de Carlos Alberto Zanotti, da PUC de Campinas, também discute as funções dos leitores, como “novos atores no cenário midiático, devido em grande parte ao correio eletrônico. Verifica, então, os conteúdos dos espaços destinados às cartas de leitores, fornecendo elementos para estimar os perfis desses novos atores, além de apurar suas principais demandas e subsidiar estratégias editoriais”.

    A participação efetiva do espectador no telejornalismo digital, baseada nas potencialidades oferecidas pela tecnologia, é tema do artigo “Desafio do telejornalismo na TV digital: possibilidade de efetiva participação do acidada no conteúdo jornalístico”, de Lívia Cirne de Azevedo Pereira, da Universidade Federal da Paraíba. Levando em conta uma das principais características do sistema de televisão digital, a interatividade, através da qual os usuários não apenas receberão conteúdos, mas também poderão gerá-los, a autora verifica os processos de participação dos cidadãos a partir da Internet, analisando ainda as seções de “jornalismo participativo” dos maiores portais noticiosos do país.

    A Internet como intermediadora da relação com a imprensa é assunto do artigo “As salas de imprensa virtuais de universidades paulistas: um estudo de casos”, em que a autora, Ana Paula de Oliveira Oliva, da Universidade de Ribeirão Preto, apresenta a descrição e análise de Salas de Imprensa Virtuais de seis universidades paulistas, resultado de uma pesquisa de mestrado.

    A ascensão da mídia online e seus reflexos no jornalismo são estudadas no artigo “Crise do jornalismo impresso e perspectivas para o futuro: um estudo dos dois maiores jornais diários impressos do Brasil”, de Sabine Righetti e Ruy Quadros de Carvalho, da Universidade Estadual de Campinas. Os autores focalizam a situação da mídia impressa no Brasil dentro da crise do jornalismo impresso, caracterizada pela crescente perda de mercado leitor e anunciante.

    Por fim, Urbano Nobre Nojosa, da PUC/SP, no seu artigo “Hipertexto e a linguagem contemporânea” discorre sobre os dilemas do contemporâneo como decisivos para pensar uma filosofia do hipertexto, “desde a idéia de diferença, como princípio norteador para dimensionar a sociabilidade, a destituição de referência de autoria, obras, funcionalidade dos objetos, até a superação de significados unitários, etc”.

    Esperamos contar com a participação de todos nas discussões, para o enriquecimento da pesquisa nessas temáticas.

    Publicado por: alexprimo | agosto 28, 2008

    Bibliografia de cibercultura

    Aproveito este espaço para divulgar o blog Bibliografia de Cibercultura. Lá eu reúno os principais livros sobre tecnologias da informação e da comunicação.

    Nas próximas semanas, novas seções serão acrescentadas (como inteligência artificial, consumo online, ciborgue, etc.).

    Publicado por: alexprimo | agosto 27, 2008

    Acesso aos textos completos

    A programação completa da Intercom 2008 já está disponível. Vale a pena também conferir os eventos do pré-congresso. Certamente será uma semana de muito debate.

    Para ter acesso aos textos completos, basta acessar a sua área reservada no sistema da Intercom. Minha intenção inicial era de publicar todos os resumos dos trabalhos aqui no blog. Mas com o acesso direto aos trabalhos, é realmente melhor consultar os artigos diretamente.

    De toda forma, vou sugerir aos coordenadores de mesa que façam um comentário geral dos textos que serão apresentados neste ano.

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