Thaiane Oliveira (PPGCOM/UFF) e Rebeca Recuero (PPGCOM/Unisinos) foram premiadas por seus artigos apresentados no GP Cibercultura da Intercom em 2010. Thaiane ganhou o 1o. lugar do prêmio Francisco Morel (trabalhos de mestrado apresentados em DTs/GPs) com o artigo “Cognição e Percepção nos Alternate Reality Games” e Rebeca ficou em 3o. lugar no prêmio Freitas Nobre (trabalhos de doutorado apresentados em DTs/GPs) com o texto “As dinâmicas do social game farmville e o processo de identificação”.

Confira: http://migre.me/5CV8T

Publicado por: fatimaregis | julho 25, 2011

Programação do GP Cibercultura – Recife – 2011

Segue abaixo a programação do GP Cibercultura. Este ano o GP recebeu 38 trabalhos e, devido à boa qualidade, foram todos selecionados.

Uma das novidades do GP (e do Congresso da Intercom) é a Sessão Interdisciplinar entre o GP Cibercultura e o GP Comunicação e Educação. Esta mesa será constituída por 3 artigos de cada GP e tem por objetivo deslanchar o diálogo necessário sobre questões interdisciplinares da área de comunicaçao.

PROGRAMAÇÃO

4 de setembro

14h00 às 18h00

Mesa de Abertura: PANORAMA DA PESQUISA EM CIBERCULTURA NO BRASIL
Coordenadora: Fátima Cristina Regis Martins de Oliveira (UERJ)

Pesquisa em Cibercultura: análise da produção científica brasileira na Intercom
Adriana da Rosa Amaral(UNISINOS) e Sandra Montardo (FEEVALE)

Elementos para a análise do Imaginário na Cibercultura
Edilson Cazeloto(UNIP)

Efeitos Materiais dos Meios, Pesquisas Neuromidiáticas e Dinâmicas Contemporâneas de Comunicação.
Vinicius Andrade Pereira(UERJ/ESPM)

“Narrar e ser narrado”: a morte e os usos narrativos nas redes sociais
Renata de Rezende Ribeiro(UFES)

5 de setembro
SESSÃO 1 – INTERFACES E SENSORIALIDADES, CRIAÇÃO COLETIVA E CULTURA DIGITAL TRASH

14h00 às 18h00

Bem-vindo à Internets: os subterrâneos da Internet e a cibercultura vernacular
Fernando Israel Fontanella(UNICAP)

Reflexões Iniciais Sobre o Papel do Curador nas Mídias Sociais
Alanna da Cunha Maltez e Souza(UFPE)

Games “Customizados” e o Desenvolvimento de Habilidades Cognitivas Específicas: Criatividade, Sociabilidade E Capacitação Técnica Na Cibercultura
José Carlos Messias Santos Franco(Uerj), Alessandra Cristina Da Silva Maia Cardoso Monteiro(Uerj), Vinicius David De Lima Mello(Uerj)

“A Banda Mais Bonita da Cidade”- Espalhamento na Rede e o Meme Enquanto Intertexto
Angela Maria Meili(PUCRS)

As Outras Viagens do Recado: um percurso pela criação coletiva em rede
Maria Caram Santos de Oliveira(CEFET-MG), Jodilson Oliveira Moreira Júnior(PUC_MG)

Multissensorialidade e Transparência nos Dispositivos Tecnológicos: o Fascínio Exercido Pela Apple
Cândida Maria Nobre de Almeida Moraes(UFPB), Ana Cirne Paes de Barros(UFPB), Danielle Vieira da Silva(UFPB)

A interface de hipermídia e seus atributos de usabilidade: padrões ergonômicos para o design de sítios virtuais
Taciana de Lima Burgos(UFRN)

SESSÃO 2 – CONSTRUÇÕES IDENTITÁRIAS E PROCESSOS SUBJETIVOS NAS REDES SOCIAIS
14h00 às 18h00

CiberArte e os Multimeios: como entender a produção multimidiática dos novos ambientes digitais?
Ricardo Luís Nicola(UNESP)

Protagonismo Migrante na Web: Uma observação exploratória em torno do conceito de web-diaspóricas
Liliane Dutra Brignol(Unifra)

Os ideais de felicidade nos sites de rede social: autenticidade, reconhecimento e capital social nas redes de comunicação distribuídas
Liliane da Costa Nascimento(UFRJ)

Autografias: O íntimo infame da escritura heterológica da mídia
Patrícia Cardoso D’Abreu(UFF)

Construção Identitária a Partir das Relações Arquetípicas de Gênero nos Perfis dos Sujeitos Usuários do Site de Relacionamentos Manhunt
Lamounier Lucas Pereira Junior(CUNP)

Entre o agrupamento e a comunidade virtual: colaboração e conflitos na edição das biografias dos jogadores “Adriano” e “Ronaldo” na Wikipédia em português
Carlos Frederico de Brito d’Andréa(UFV)

6 de setembro
SESSÃO 3 (INTERDISCIPLINAR) – COMUNICAÇÃO, EDUCAÇÃO E CIBERCULTURA
09h00 às 12h00

Estratégias Multimídia de Incentivo à Leitura: Estudo do Caso Dom Casmurro
Fátima Cristina Régis Martins de Oliveir(UERJ), Raquel Timponi Pereira Rodrigues(UFRJ), Julio Altieri Monteiro(UERJ)

O Papel dos Games na Construção de Conteúdos Midiáticos Educativos
Patricia Basseto dos Santos(UNESP), JOSÉ LUÍS BIZELLI(UNESP)

Escrita e Leitura na Era Digital ou Como a Literatura Chegou à Internet
Renato Medeiros Cordeiro(UFRN)

SESSÃO 4 – NEWSGAMES E INTERATIVIDADE NO JORNALISMO ONLINE
09h00 às 12h00

Anotações para um laboratório convergente de estágio curricular em Jornalismo
Marcelo Ruschel Träsel(PUCRS)

A mudança na dinâmica dos portais paraenses a partir da web 2.0: um estudo da interatividade no Jornalismo Digital no Pará
Maíra de Cássia Evangelista de Sousa(UFSC)

Newsgames: Navegabilidade e o conceito de interatividade no jornalismo online
Rodrigo martins aragão(UFBA)

Reverberação de novas vozes As redes sociais projetando atores para as mídias tradicionais: o caso “Voz da Comunidade”
Flávia Valério Lopes(UFJF)

Jornalismo em bases de dados e a segunda fase do jornalismo colaborativo
Yuri de Goes Novaes Beserra de Almeida(UNIME)

Interações online entre consumidores
Gabriella Martins da Silva Praça(UFJF)

SESSÃO 5 – PODER E RESISTÊNCIA NA CIBERCULTURA: REDES COLABORATIVAS E ATIVISMO ONLINE
14h00 às 18h00

Revoluções em tempo real
marcia siqueira costa marques(PUCSP)

A Esfera Pública no ciberespaço via Mídias Sociais
LIDIANE ROCHA DOS SANTOS(UNICEUMA)

Ciberespaço, Democracia e Globalização: Uma Análise do Ciberativismo do Avaaz
Priscila Muniz de Medeiros(UFPE)

Redes de Interação e Colaboração em Blogs Políticos: Uma Análise Sobre os Aspectos Afetivos e Políticos
Anna Karinna Dantas Bevilaqua(UFRN)

A Influência da Temporalidade dos Meios Digitais nas Eleições 2010
Fernanda Mara Dias Baldioti(Uerj)

Monitoramento em Redes Sociais e a Subjetividade
Missila Loures Cardozo(USCS)

SESSÃO 6 – TEORIAS DAS REDES, COMPLEXIDADE E DINÂMICAS COMUNICACIONAIS NA CIBERCULTURA
14h00 às 18h00

As lógicas massiva e reticular de comunicação: conflitos, manutenções e potenciais na cultura contemporânea
Priscila Vieira e Souza(UFRJ)

Trânsitos e conectividades na web: uma ecologia audiovisual
SONIA ESTELA MONTANO LA CRUZ(Unisinos)

Twitter no ciberespaço: uma visão ecossistêmica comunicacional
JONAS DA SILVA GOMES JUNIOR(UFAM)

Telefones Celulares, Redes Sociais e Interacionismo Simbólico: Conexões Possíveis.
Renata Francisco Baldanza(UFBA)

Técnicas Contemporâneas e Instituições Modernas: Questões Acerca da Cibercultura
Luzo Vinicius Pedroso Reis(UFMT)

Uol chat: Rotinas empíricas e significações
daiani ludmila barth(UNIR)

Publicado por: fatimaregis | julho 9, 2011

Call For Papers – Intercom 2011

Encontram abertas as inscrições para submissão de trabalhos ao GP Cibercultura da Intercom 2011, que acontecerá na Universidade Católica de Pernambuco, em Recife, nos dias 02 a 06 de setembro.

Os prazos são os seguintes:

15 de julho – Envio dos trabalhos completos (o boleto deve ser pago até o dia 12 de julho)

29 de julho – Resultado dos trabalhos selecionados

Maiores informações pelo site oficial: http://www.portalintercom.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=56%3Achamada-de-trabalhos&catid=45&Itemid=2

Publicado por: fatimaregis | setembro 15, 2010

Relatório do Grupo de Pesquisa Cibercultura – 2010

Em 2010, o GP em Cibercultura recebeu 49 submissões de artigos (além de 5 textos enviados diretamente para o e-mail da coordenadora que não foram avaliados). Como todos os textos cumpriam os critérios de seleção do GP, foram selecionados os 49 artigos. Desse total, foram efetivamente apresentados 43 trabalhos. O número de autores participantes foi maior, pois alguns trabalhos foram apresentados em co-autoria por 2, 3 ou 4 co-autores. Apenas 6 artigos não foram apresentados. Todas as ausências foram justificadas.

Ao todo 35 instituições de ensino superior, provenientes de quatro regiões do Brasil, foram representadas pelos 49 artigos selecionados para o GP de Cibercultura. Destas 35 IES, 17 são da região Sudeste, 10 IES da região Sul, 5 IES da região Nordeste e 3 IES provenientes do Centro-Oeste.

Participaram como autores (e co-autores) do GP 66 pesquisadores. Destes, 14 eram doutores, 11 doutorandos, 11 mestres, 24 mestrandos, 3 especialistas e 3 bacharéis. Essa configuração revela a permanência de um núcleo de pesquisadores formado principalmente por doutores e doutorandos e uma forte presença de pesquisadores mestres e mestrandos que garantem uma renovação importante no perfil do GP. Essa demanda de pesquisadores jovens pelo GP pode ser explicada pelo forte apelo que a área de cibercultura exerce sobre os jovens. O GP garante assim um ótimo equilíbrio e intercâmbio entre pesquisadores experientes e iniciantes.

O GP Cibercultura seguiu sua tradição de organização de mesas paralelas, de modo a garantir um maior tempo de apresentação e de debate para todos os trabalhos. Foram ao todo dez sessões: a mesa de abertura mais nove sessões (os temas de cada sessão estão descritos no anexo 2). Cada sessão teve uma média de 4 a 5 trabalhos apresentados. As apresentações foram de muito boa qualidade. O GP garantiu uma média de 35 a 40 minutos para a apresentação de cada trabalho, sendo 15 a 20 min de apresentação e 20 a 25 de debates. Tanto os autores quanto a assistência elogiaram muito o tempo e a qualidade do debate. O GP manteve também uma excelente média de público (calculamos uma média de 40 pessoas por sessão). A Mesa de Abertura e mais três sessões do GP ficaram lotadas, sendo necessário o aumento de cadeiras nas salas. Durante os períodos em que houve três sessões paralelas no GP, a configuração do grupo foi a seguinte: uma das três mesas paralelas estava sempre ocupada em sua capacidade máxima, uma com 70-80% da capacidade e a outra com 50% de audiência. Este panorama se manteve inclusive no último período de apresentações, no último dia, à tarde. A Reunião de Avaliação do GP contou com vinte e cinco pessoas, reunindo pesquisadores seniores e discentes que participaram pela primeira vez do GP.

Houve apenas uma alteração na programação: o trabalho “Vocalizações e gestualizações: produção de sentidos na leitura e na escrita em rede” do professor Wedencley Alves Santana da UFJF foi apresentado na sessão 8 – Convergência das Mídias e cultura participativa II: contra-agendamento e produção colaborativa, na segunda-feira, dia 06 de setembro e não na Sessão 3 Produção de Conhecimento na Cibercultura, ocorrida no dia 05 de setembro.

Conforme tradição, os trabalhos do GP foram “twittados” exaustivamente. A prática da twittagem no GP  só foi prejudicada pelo sistema de rede sem fio que falhava bastante.

Por fim, por meio de conversas informais, as coordenadoras dos GPs de Cibercultura (Fátima Regis), de Comunicação e Educação (Ademilde Sartori) e do GP de Produção Editorial (Ana Gruszynski), considerando as interfaces e convergências de temas entre os 3 GPs e, considerando a interdisciplinaridade entre seus objetos, propõem, em caráter experimental, a organização de uma mesa comum aos três GPs para a próxima edição do Congresso, em 2011, em Recife.

A primeira mesa sobre “Poder e Resistência na cibercultura” girou em torno do tema: “Redes colaborativas e Ativismo online”. Foram apresentados os seguintes trabalhos:
Midias Livres: Redes Colaborativas e Configurações de Ativismo (Flavia Lima Frossard – UFRJ); Nós somos Anonymous: anonimato, trolls e a subcultura dos imageboards.
(Fernando Israel Fontanella – UNICAP); Instâncias de Consagração na Cibercultura: Um Estudo Sobre a Atuação do Público Jovem no MySpace (Liliane De Lucena Ito e Mauro De Souza Ventura – UNESP); A ideia de Hegemonia na cibercultura (Edilson Cazeloto – UNIP).
Foi uma tarde agradável e produtiva. A divisão do GT em mesas paralelas proporcionou maior tempo de debate e o fato de uma apresentação aprovada ter sido cancelada deu-nos ainda mais tempo. Assim, a sensação foi de que os trabalhos realmente puderam ser apreciados e discutidos.

A mesa “Convergência das mídias e cultura participativa I” do GP de “Cibercultura” teve um foco principal as transformações que o jornalismo vem sofrendo com a inserção das redes socias e das plataformas móveis. O destaque das discussões foi o uso do twitter como fonte de matérias e como meio de captar o “instantâneo”. A relação do profissional com o amador  tem desdobramentos na discussão sobre a obrigatoriedade do diploma e como o papel do profissional está se transformando. Um dos pontos de discussão foi o fato de as empresas tradicionais de mídia estarem promovendo o recebimento de informação vinda dos leitores mas o caminho de volta nem sempre é formatado da mesma maneira. Como exemplo, foram citadas as fotos que saem nas capas dos jornais feitas por leitores que não ganham para isso.

Os trabalhos apresentados nesta seção tinham como preocupação central as reconfigurações dos processos democráticos, da cidadania e da participação cívica nas esferas públicas constituídas online. Marcelo Igor de Sousa (UFG) apresentou questões teóricas concernentes às possibilidades de construção da cidadania via debates de questões coletivas em espaços discursivos virtuais. Em uma linha bem semelhante, o trabalho de Ângela Marques, propôs-se a apresentar algumas possibilidades de operacionalização da teoria habermasiana para a análise qualitativa de processos deliberativos online. O trabalho de Alexandre Nervo, apontou que as conversações mediadas por computador acerca de temáticas político-eleitorais são alimentadas por narrativas biográficas construídas coletivamente em torno de personalidades políticas em época de campanha. Esse trabalho revela como as conversações informais no twitter, e seus elementos estético-expressivos, podem contribuir para uma posterior politização do debate em rede. O uso dos blogs como espaço de manifestação de opiniões e resistência a governos ditatoriais foi salientado por Marcia Costa que, utilizando o exemplo de duas blogueiras cubanas, destacou como a internet e seus espaços de troca comunicativa adquiriram enorme potencialidade de luta e questionamento contra poderes políticos opressores. A fina sintonia entre os temas abordados nessa seção destaca a necessidade de refletirmos sobre a natureza teórico-metodológica das questões que entrelaçam privacidade, autonomia, cidadania, democracia, debate, esfera pública e privada, resistência e formas de poder.

Publicado por: fatimaregis | agosto 30, 2010

Programação das Mesas do GP Cibercultura – Caxias do Sul – 2010

ABERTURA

04/09 – 14h às 18h

Mesa de Abertura – Panorama da Cibercultura

Coordenação: Fátima Cristina Regis Martins de Oliveira

SESSÃO 1

05/09 – 14 às 18h

Poder e resistência na cibercultura I – Redes Colaborativas e Ativismo Online

Coordenação: Edilson Cazeloto

SESSÃO 2

05/09 – 14 às 18h

Convergência das Mídias e Cultura Participativa I – Jornalismo Colaborativo Online

Coordenação: Eduardo Pellanda

SESSÃO 3

05/09 – 14 às 18h

Produção de conhecimento na cibercultura

Coordenação: André Pase

SESSÃO 4

06/09 – 9 às 12h

Interações Sociais e Construção de Identidades na Cibercultura

Coordenação: José Carlos Ribeiro / Thiago Falcão

SESSÃO 5

06/09 – 9 às 12h

Tecnologia e Reconfigurações perceptivas, espaciais e temporais

Coord. Renata Rezende

SESSÃO 6

06/09 – 9 às 12h

Hipermídia e mediação cultural

Coordenação: Raquel timponi

SESSÃO 7

06/09 – 14 às 18h

Poder e resistência na cibercultura II

Webdemocracia e reconfigurações da esfera pública

Coordenação: Ângela Marques

SESSÃO 8

06/09 – 14 às 18h

Convergência das Mídias e Cultura Participativa II

Contra-agendamento e produção colaborativa

Coordenação: Wedencley Santana

SESSÃO 9

06/09 – 14 às 18h

Corpo, Arte e hiper-realidade

Coordenação: Thiago Falcão

Publicado por: alexprimo | setembro 21, 2009

Relatório do GP na Intercom 2009

Amigos do GP, foi um grande prazer encontrá-los em Curitiba durante a Intercom 2009.

Como devo submeter à diretoria da Intercom um relatório sobre nossas atividades, compartilho a seguir o documento que estou redigindo para a revisão de vocês:

RELATÓRIO PÓS CONGRESSO

GRUPO DE PESQUISA CIBERCULTURA

Desenvolvimento das Atividades

    O encontro do grupo de pesquisa em Curitiba contou com uma mesa de abertura que reuniu todos os participantes filiados ao GP. Nos três turnos subsequentes (tarde de sábado e manhã e tarde de domingo), três mesas paralelas foram conduzidas.

    A mesa de abertura realiza-se tradicionalmente neste grupo, desde sua fundação como NP Tecnologias de Comunicação e Informação. Reúne de 3 a 4 doutores cujos trabalhos possam promover um debate aberto sobre as questões mais importantes da contemporaneidade. Em 2009, optou-se por reunir apenas 3 apresentações, incluindo aquela do coordenador do GP. Com a falta da pesquisadora Fernanda Bruno, o professor Fábio Malini foi convidado a fazer sua apresentação na mesa de abertura.

    As sessões paralelas foram organizadas pelo agrupamento de temas inter-relacionados. O título de cada painel sugeria o eixo temático. Veja a seguir os nove painéis conduzidos:

    1. Interações na blogosfera
    2. Redes sociais online
    3. Espaços virtuais: games, mobilidade e geolocalização
    4. Interações no Twitter
    5. Produção colaborativa no ciberespaço
    6. Informação e cognição da cibercultura
    7. Jornalismo na Web 2.0
    8. Estratégias mercadológicas na cibercultura
    9. Tecnologia e práticas sociais

    Cada sessão reuniu 5 trabalhos. Neste ano optou-se por reduzir o número de trabalhos, tendo em vista que em 2008 cada sessão contava com 6 trabalhos. Essa decisão foi tomada para ampliar o espaço de apresentação e discussão. As sessões foram coordenadas por um pesquisador cujo trabalho era apresentado naquele mesmo painel. Os coordenadores foram instruídos a conceder 20 minutos para cada uma das apresentações e no máximo 30 minutos para o debate. Estes intervalos de tempo e a redução do número de trabalhos por sessão mostraram-se acertados, já que as sessões terminaram nos horários marcados, sem que os debates fossem prejudicados. O GP não vem trabalhando com debatedores/comentaristas no sentido de promover a livre discussão no grupo. Tal opção tem o apoio do grupo.

    Os participantes do GP representaram as mais diferentes regiões do Brasil. Neste ano o número de doutores foi menor, sendo que mestrandos e mestres são a fatia mais representativa do total de apresentadores.

    Descrição completa das atividades

    Dos 73 trabalhos submetidos para a Intercom 2009, 48 foram selecionados. Como houve apenas uma ausência justificada, 47 trabalhos foram efetivamente apresentados.

    As sessões do GP foram realizadas em 3 salas da Universidade Positivo. Elas apresentavam computador e projetor multimídia, que foram amplamente utilizados pelos apresentadores. Vale destacar que a Universidade disponibilizou sinal WiFi gratuitamente, o que permitiu que os participantes transmitissem em tempo real através do Twitter tudo o que estava sendo apresentado e discutido nas sessões. Além disso, algumas sessões tiveram o áudio e vídeo transmitidos pela internet (via streaming) a partir de colaboração espontânea de alguns participantes com notebooks conectados à rede.

    Avaliação

    No domingo, às 18h, os participantes do GP Cibercultura reuniram-se para avaliar as atividades realizadas. De forma consensual, julgou-se que o grupo soube conduzir muito bem as apresentações, sendo que os debates foram sempre respeitosos e permitiram o aprofundamento nos resultados de pesquisa apresentados.

    A transmissão das apresentações através do Twitter e streaming de áudio e vídeo foi destacada pelos participantes, o que permitiu que perguntas de participantes de outras salas e de outros estados pudessem ser encaminhadas. O grupo espera que na Intercom 2010 a organização também ofereça WiFi gratuito para tal cobertura.

    Os participantes elogiaram a organização dos trabalhos nas sessões temáticas. O encadeamento viabilizado pelo ordenamento dos papers permitiu o prolongamento de reflexões durante o turno.

    Apesar de os trabalhos do GP serem tradicionalmente selecionados pelo coordenador, o grupo decidiu utilizar pareceristas a partir do próximo ano.

    Alguns participantes não deixaram de criticar que o valor cobrado pela Intercom para a submissão de trabalhos é muito alto para estudantes. Além disso, aqueles autores que não tiveram seus trabalhos aprovados não recebem tal valor de volta.

    Ao serem consultados sobre uma possível divisão do GP, mais uma vez (assim como no ano ano “>passado) os participantes defenderam que o atual funcionamento do grupo (com uma mesa de abertura de 3 sessões simultâneas) tem apresentado resultados muito satisfatórios. Como coordenador do grupo, comentei que a diferença das sessões temáticas nestes dois anos mostrou que uma  possível subdivisão do grupo seria difícil, já que as temáticas variam muito a cada ano.

    O grupo reconheceu que a divisão temática da qual faz parte, ao lado do GP Conteúdos Digitais e Convergências Tecnológicas, está melhor estruturada em relação à primeira proposta apresentada no ano passado. Contudo, entendendo que o termo “multimídia” é datado, o grupo propõe que a divisão temática seja intitulada Comunicação e Redes Digitais. De toda forma, o grupo decidiu refletir melhor sobre essa denominação em seu blog.

    Tendo em vista que meu mandato terminava neste ano, o grupo debateu quais pesquisadores poderiam assumir a coordenação do GP. Dos nomes apontados, Fátima Régis (UERJ) foi aclamado. Os pesquisadores Henrique Antoun (UFRJ) e Eduardo Pellanda (PUCRS) foram propostos como suplentes.

    Outras informações relevantes

    Como era de se esperar de um grupo de pesquisa voltado para a Cibercultura, as tecnologias digitais foram amplamente utilizadas. O blog do GP foi aberto em 2008, durante o primeiro ano de minha gestão. Através desse meio, informações sobre o congresso e sobre a organização do grupo (incluindo a listagem de apresentações) foram compartilhadas.

    Neste ano, como o sistema da Adaltech não enviou as notificações e pareceres por problemas de compatibilidade com meu e-mail do Terra, o blog foi utilizado para divulgar a lista de trabalhos aceitos. Através de e-mails particulares, respondi a todos os interessados que solicitaram sugestões sobre os trabalhos que não puderam ser aceitos.

    Outro fato relevante que deve ser mais uma vez comentado foi o uso intensivo do Twitter por parte daqueles que dispunham de notebooks durante o evento. Através dessa ferramenta e de programas de streaming de áudio e vídeo ocorreu uma cobertura espontânea em tempo real da apresentação de trabalhos e seus debates.

    Publicado por: alexprimo | setembro 3, 2009

    Jornalismo na Web 2.0

    Raquel Longhi, que irá coordenar a mesa “Jornalismo na Web 2.0″, acaba de nos enviar um panorama dos trabalhos a serem apresentados:

    Convergências e interações. Assim podemos resumir os temas principais da  mesa Jornalismo na Web 2.0, que acontece dia 06/09, a partir das 14 horas, na sala 215 do bloco Azul.     Começando os trabalhos, Raquel Longhi, da UFSC, procura definir o especial multimídia no jornalismo digital, apresentando o artigo “Os nomes das coisas: em busca do especial multimídia”. Apresentando o conceito de intermídia, a autora discorre sobre as estratégias de convergência de linguagens nesses formatos de reportagem que têm se destacado como explorações da hipermídia que estão renovando – e inovando -  a linguagem do jornalismo.
    As quatro gerações do jornalismo nos meios digitais são analisadas por Vivian de Carvalho Belochio, da Unisinos, no seu artigo “O jornalismo digital e os efeitos da convergência: meta-informação, encadeamento midiático e a cauda longa invertida”, onde a autora aponta o surgimento de uma nova fase de desenvolvimento das práticas e produtos do jornalismo digital, acentuados pela convergência midiática e o surgimento das micromídias.
    As interações entre jornalistas e leitores através dos blogs são o tema do artigo “Influências mútuas e diversidade na interação jornalista-leitor em um blog”, de Maria A de Lima Wang e Maria Eliza Mazzilli Pereira, da PUC/SP. As autoras discutem, nesse cenário, a função da Internet com relação  à diversidade de conhecimento produzido socialmente e sobre o possível contracontrole do público sobre a mídia.
    Seguindo com as pesquisas que têm seu foco nas estratégias de interação, o trabalho “Os cenários de interação no jornal online na web 2.0: mudança ou manutenção do processo comunicacional?”, de Stefanie Carlan da Silveira, da UFRGS, aborda os conceitos de interação mútua e interação reativa nas formas de participação nos sites jornalísticos, especialmente aqueles vinculados a redes tradicionais de comunicação, como o jornal Zero Hora, objeto de análise do artigo.
    O trabalho final da mesa é “Para pensar a participação do público nos webjornais de referência”, em que a autora, Maria Joana Chiodelli Chaise, da Unisinos, verifica as alterações surgidas com as novas relações entre os sujeitos e as mídias, especialmente aquelas relacionadas aos webjornais de referência, atentando para a passagem de uma comunicação unidirecional em direção a um cenário de maior autonomia do usuário e circulação da informação.

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